quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011


Mais uma vez o Rio de Janeiro está de LUTO.
Não dá pra descrever toda a dor que os moradores da região serrana estão vivendo. Por mais que tentemos, jamais conseguiremos sentir na íntegra todo o desespero pela situação vivida. Vidas se perderam na fúria das águas. Famílias inteiras foram destruídas, arrastadas pela correnteza de uma tromba d'água incontrolável. Crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos... Quanta dor, Meu Deus!
Como recomeçar com o peso de tantas perdas?
Donde tirar forças para seguir em frente?
Como reconstruir as cidades destruídas em cima dos escombros de um solo que ainda tem os vestígios da devastação e que tem o cheiro da morte impregnado em suas entranhas?

A serra perdeu parte de seu frescor, do seu encanto, da sua paz.
Por muito, muito tempo, talvez para sempre, todos as pessoas que ali vivem, irão lembrar-se do
barulho ensurdecedor da água arrastando terra, árvores e escombros... E dos muitos gritos de desespero, de pedidos de socorro abafados pela violência do desastre natural que se abateu sobre a serra carioca, o pior de toda a história do nosso país.
Ah, Rio de Janeiro querido!
Mais uma vez teus filhos são as vítimas do descaso e da omissão...
Mais uma vez uma tragédia se abate sobre nós.
Mais uma vez... Quantas mais ainda? Quando serão tomadas providências preventivas para que não mais ocorram desastres dessa natureza?

As cidades poderão até ser reconstruídas, as casas serão reerguidas, os jardins serão replantados, o comércio será reestabelecido, estradas e pontes serão recriadas...
E as vidas que se perderam, quem as trará de novo ao seio dos familiares? Quem trará de volta o sorrisos das crianças, a alegria dos jovens, a sabedoria dos idosos, que foram vitimados nessa tragédia?

Sabemos que desastres naturais ocorrem nesta época do ano, MAS NADA É FEITO PARA IMPEDIR CATÁSTROFES como as ocorridas em outros anos, mais recentemente no ano passado, em Niterói, e agora essa, na serra, ainda pior que todas. É triste, muito triste, constatar que os erros de governos passados se refletem até os dias de hoje.
Até quando? Até quando, meu Deus?

Lu Rodrigues